O videocast Vitrine Literária, com o professor e escritor Francisco Grijó, recebeu, nos dois últimos episódios, os professores Marcio Vaccari, autor do livro de cybercharges O Peste, e Vitor Cei, autor do romance Metafísica de Carrasco.
Na próxima quarta-feira, 27 de maio, receberemos as escritoras Isadora Krieger e Marcela Dantés para um bate-papo literário sobre a "arte da palavra", com mediação da escritora Carla Guerson. O encontro, promovido em parceria com o Sesc, será realizado a partir de 9h30 no auditório do IC-II, CCHN/Ufes.
O que acontece quando a ficção desce ao inferno da política brasileira e um ex-presidente encarcerado se confessa a um padre da pastoral carcerária? Essa é a questão que move a narrativa de Metafísica de carrasco, romance de estreia do professor Vitor Cei, líder do grupo Literaluta.
O título é uma citação do livro Crepúsculo dos ídolos, na seção intitulada “Os quatro grandes erros”, em que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche descreveu o cristianismo como uma metafísica de carrasco.
O professor Francisco Aurélio avalia que Lacy Ribeiro (1948-2013) foi uma das mais importantes escritoras capixabas da década de 1980, juntamente com Luiz Fernando Tatagiba, Amylton de Almeida, Sérgio Blank e Waldo Motta. Vítima de feminicídio, assassinada com treze facadas, ela deixou sete livros publicados, reunidos em 2026 em sua obra completa, organizada por Francisco Aurélio Ribeiro a convite de José Barreto Mendonça, amigo da autora e seu colega de trabalho na Polícia Civil.
O Prof. Dr. Caio Raphael Passamini Simões Silva acaba de lançar o livro Entre a mudança e a fuga: reificação e desreificação em Vidas secas, de Graciliano Ramos, versão revisada de sua tese de doutorado em Letras, orientada pelo Prof. Dr. Vitor Cei.
O I Seminário Nacional de Estudos sobre Tradução Literária (SETRALI), em formato presencial, permanece com inscrições abertas até 01/03/2026. Mais informações aqui
"Jorge Luis Borges e Ricardo Piglia sugerem que a ficção tem um poder muito maior do que a “realidade” – do que o fato ou a ação em si – já que ela não se prende à mera imitação ou cópia, mas concebe universos e engendramentos que desvelam a lógica, a estrutura e as veredas recalcadas. Neste intricado Metafísica de carrasco, Vitor Cei nos mostra como essa ficção é capaz de transcender e elucidar uma realidade que foi vivida e encarada de forma paradoxal por grupos extremistas.
Como diz a canção, “a história se repete, mas a força deixa a história mal contada”. Nesta prosa experimental de estreia, Vitor Cei desdiz a fórmula ao distopizar e repisar a história brasileira recente para reescrevê-la a contrapelo (des)patologizando-a, decriptando seus segredos mais atrozes. Em tempos de posse de armas e de políticas de inimizade, Cei desengana as apostas do jogo munindo-se de um riso sarcástico-dialético-nietzschiano-machadiano.
Friedrich Nietzsche, em Crepúsculo dos Ídolos (VI, §7), avaliou a história da filosofia ocidental como uma metafísica de carrasco, que interpreta a existência a partir das categorias de culpa e expiação da culpa, o que teria transformado o mundo em um vale de lágrimas promovido por “teólogos que continuam a infectar a inocência do vir-a-ser com noções de ‘punição’ e ‘culpa’, a partir do conceito de ‘ordem moral do mundo’”. O Cristianismo, escreve Nietzsche, é “uma metafísica de carrasco”.
A professora Andréia Delmaschio (IFES), que é escritora e vencedora do V Prêmio UFES de Literatura com o romance Ai de ti, Camburi, estará conosco na próxima segunda-feira para uma roda de conversa sobre sua obra literária.